A auditoria mostrou que metade dos contatos entra sem origem e que os três sistemas contam coisas diferentes. Este documento é o passo a passo para consertar isso, organizar o que está bagunçado e ligar o que nunca foi ligado, incluindo o remarketing dinâmico de imóveis, que hoje está desativado. São quatro semanas de trabalho técnico, sem mexer em campanha nem em orçamento.
Abrindo as três contas para montar este plano, apareceram números que a auditoria ainda não tinha: no Google Ads dois em cada três formulários que orientam o lance são falsos, o Analytics tem zero dimensões personalizadas configuradas, e o remarketing dinâmico está desativado na tag desde sempre.
Nada disso quebra de forma visível. Tudo isso faz o algoritmo de lances otimizar para o alvo errado e impede vocês de anunciar o imóvel certo para quem já olhou aquele imóvel.
Este é o achado novo mais caro do plano, porque ele afeta diretamente quanto vocês pagam por clique.
O Google agrupa as conversões por tipo, e só alguns desses grupos entram na conta que ele usa para decidir quanto pagar por clique. Um desses grupos é "formulário enviado no site", e dentro dele convivem duas ações:
| Ação dentro do grupo "formulário" | O que mede | Conversões em 90 dias |
|---|---|---|
| TAG/Conversão Formulário | formulário realmente preenchido | 39 |
| Formulario /NOVOSITE | qualquer clique em link do site novo | 74 |
Ou seja, 65% do sinal de formulário que orienta o lance vem de gente que só clicou num link, não de gente que pediu informação. O algoritmo passa a procurar mais pessoas parecidas com quem clica e vai embora.
A conta tem 28 ações de conversão cadastradas, 15 ativas. Dentro do grupo "contato pelo site" existem cinco ativas, sendo três versões antigas do mesmo evento de WhatsApp com volume praticamente zero. Existe ainda um grupo configurado para orientar o lance que não tem nenhuma ação ativa dentro, e quatro ações de campanha inteligente sobrando de um formato que não roda mais.
Vale a correção de um ponto: inscrição em canal do YouTube e visita a loja física aparecem cadastradas, mas não entram no lance. Chegamos a registrar em uma versão anterior deste documento que elas influenciavam o custo por clique, e ao checar a configuração de metas isso não se confirmou. O que de fato influencia é a ação quebrada descrita acima.
Parece detalhe e não é. Nome ruim foi exatamente o que fez três acionadores de WhatsApp conviverem sem ninguém perceber que dois eram iguais e um estava quebrado.
Existem dois acionadores com o mesmo nome e a mesma função, um chamado "Clique Telefone" que procura um número de WhatsApp, um chamado "Teste Formulário" ligado em produção, e variáveis com nomes como "CONV/OTM2 - WHATS" e "Dados/OTM/FORM" que não dizem a ninguém o que fazem.
Cada item passa a dizer, no próprio nome, a que plataforma pertence, que tipo de coisa é e o que faz. Fica assim:
| Tipo | Padrão | Exemplo |
|---|---|---|
| Tag | emoji da plataforma + tipo + ação | 🟡 GA4 | Evento | Clique WhatsApp |
| Acionador | ⚡ + gatilho + alvo | ⚡ Clique | WhatsApp (todos os botões) |
| Variável | 🔧 + fonte + dado | 🔧 URL | utm_source |
O emoji não é enfeite, ele deixa o painel legível de relance, que é como a maioria dos erros de configuração aparece antes de virar problema.
Hoje o remarketing de vocês mostra o mesmo anúncio genérico para todo mundo que visitou o site. Dá para mostrar o imóvel exato que a pessoa olhou.
A tag de remarketing do Google Ads está no site e funcionando, mas com a opção de remarketing dinâmico marcada como desativada. Na prática isso significa que o Google sabe que alguém visitou o site, e não sabe qual imóvel a pessoa estava vendo.
Para ligar isso, três peças precisam existir juntas:
Cada página de imóvel precisa expor o próprio código, o mesmo que já aparece no CRM como referência, por exemplo 1647.
Passa a mandar o código do imóvel, o tipo de página (busca, imóvel, contato) e o valor, no formato de imobiliária que o Google espera.
Uma planilha com código, título, foto, preço, bairro e link de cada imóvel. É o que permite montar o anúncio automaticamente.
O catálogo precisa sair de algum lugar de forma automática, para não virar planilha atualizada à mão. O caminho natural é a plataforma que hospeda o site gerar essa exportação. Se ela não gerar, montamos a partir do que o site já publica, o que funciona mas leva mais tempo. Esse é o único item deste plano cuja duração depende de terceiro.
A ordem não é negociável: sem os itens da semana 1, tudo que vier depois mede errado e teria que ser refeito.
Trocar a regra que procura um formato de link inexistente pela que reconhece o botão real, e unificar as três réguas para Analytics, Google Ads e Meta contarem a mesma coisa.
Desligar a ação que conta clique como formulário, remover o grupo de meta que está ligado sem nenhuma ação dentro e arquivar as versões antigas duplicadas do evento de WhatsApp.
A regra atual exige nome, telefone válido e e-mail válido ao mesmo tempo. Precisamos saber se quem deixa só o telefone está sendo perdido.
Vale só daqui pra frente, então quanto antes menos histórico se perde.
26 tags, 20 acionadores e 30 variáveis no padrão novo, com registro do que era cada coisa antes.
Os dois acionadores iguais, o de teste em produção, o rótulo trocado e as três tags pausadas.
Hoje são zero. Entram origem da visita, campanha, bairro do imóvel, faixa de preço e código do imóvel, que é o que permite responder qual campanha traz quem procura o quê.
O servidor já está no ar no domínio de vocês. Falta apontar o site para ele, o que deixa a medição mais resistente a bloqueador de anúncio e a limite de navegador.
Abrir o site, clicar em cada botão e conferir que Analytics, Google Ads e Meta receberam a mesma coisa.
Depende da plataforma do site. É o item que pode escorregar de prazo.
Enviar código do imóvel, tipo de página e valor no formato de imobiliária.
Com código, título, foto, preço, bairro e link, atualizado automaticamente.
Começa pequena, com acompanhamento diário na primeira semana.
Não mexemos em orçamento, não pausamos nem criamos campanha de captação, e não alteramos criativo. As decisões de verba que a auditoria levantou, como remanejar os R$7.190 mal empregados, ficam esperando de propósito: tomar essas decisões agora seria decidir com o mesmo dado torto que causou o problema. Elas entram no plano de ação logo depois desta etapa, já apoiadas em número confiável.
Toda decisão de mídia é uma comparação, e comparação exige que os dois lados estejam na mesma régua. Hoje não estão. Essas quatro semanas não geram lead nenhum a mais por si só, mas são elas que fazem cada real gasto depois virar informação em vez de palpite. É o investimento mais barato do plano inteiro, porque quase tudo aqui é configuração e não mídia.